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18 Maio 2012






Rede pública recebe PCs ainda este mês



Thiago Neres

Escolas do estado terão 156 mil Classmate PCs, segundo anúncio feito durante o Intel Developer Forum 2012

São Paulo - Até o final deste mês, a Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco vai começar a entregar os primeiros computadores aos alunos do segundo e terceiro ano do Ensino Médio. Ao todo, serão 156 mil unidades de um Intel Classmate PC conversível que vão beneficiar estudantes e professores da rede pública de ensino, como parte do projeto estadual Aluno Conectado. O anúncio foi feito ontem pelo vice-presidente e gerente geral do grupo PC Client da Intel, Kirk Skaugen, durante o Intel Developer Forum 2012, realizado em São Paulo. O secretário de educação, Anderson Gomes, recebeu das mãos do executivo um protótipo com tecnologia da companhia, fabricado pela CCE com uma configuração pensada para as necessidades do estado, que investiu R$ 100 milhões na compra dos equipamentos.

A Intel sempre teve uma grande preocupação com tecnologia educacional e estamos felizes com essa parceria, afirma Kirk Skaugen. As máquinas são conversíveis, ou seja, a tela dobra de forma que elas podem ser utilizadas como notebooks ou tablets. Na segunda opção, representantes da CCE recomendam o uso de uma caneta especial, já que o touch não funciona bem com os dedos. O Classmate vem equipado com processador Intel Atom N2600 de 1.6 Ghz, tela de 10,1 polegadas, 2 GB de memória RAM, 32 GB de SSD, câmera, suporte a wi-fi e softwares educacionais.

Na visão do secretário Anderson Gomes, os equipamentos vão ajudar a prover melhorias na educação e estimular o aprendizado dos jovens. Amanhã teremos uma reunião com a Intel para definir o início da capacitação dos professores, para conhecermos o potencial das novas ferramentas, revela.

Evento

O IDF 2012 trouxe vários executivos da companhia para o Brasil. O grande foco foram as novidades no segmento dos notebooks. Dentro de quarenta dias, mais sete novos modelos de ultrabooks serão disponibilizados no mercado brasileiro. Até o final deste ano, chegam mais oito, totalizando 11 fabricantes. Alguns deles começarão a ser produzidos no país ainda neste semestre. A informação é do presidente da Intel Brasil, Fernando Martins. De acordo com o executivo, o eletrônico, considerado uma categoria à parte dos notebooks e tablets, é a grande aposta da fabricante para os próximos anos. A companhia chegou a criar um fundo de pesquisa com US$ 300 milhões para financiar o desenvolvimento de novas tecnologias aos ultrabooks.

Mas o que caracteriza esses aparelhos e como diferenciá-los de um notebook convencional? Numa rápida olhada em algum dos modelos, as dimensões superfinas são notadas de imediato. A espessura das telas chegam a ter um terço do tamanho tradicional. Entretanto, salienta Fernando Martins, outros aspectos técnicos também são importantes, como a capacidade de rápido processamento e a inicialização quase instantânea, tanto no boot como no retorno do modo de stand-by.

 Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR



11 Maio 2012

Após tantos meses sem escrever no blog, reativo o hábito de compartilhar informações a partir desse veículo. Desde meados do mês de abril, estou lotada na Gerência Geral de Tecnologia da informação da Secretaria de Informação de Pernambuco. A secretaria está vivendo um momento bem profícuo em relação às novas tecnologias. São inúmeros os projetos. Gestor Móvel, Gestor Conectado, Aluno Conectado, Laboratório Móvel, Projetor Multimídia, softwares educacionais, Lousa Interativa. Aos poucos vou escrevendo sobre cada um dos projetos.

25 Novembro 2011

Web 3.0 e a democratização da criação: uma nova educação para um novo capitalismo?

"A nossa política educacional baseia-se em duas enormes falácias. A primeira é a que considera o intelecto como uma caixa habitada por ideias autónomas, cujos números podem aumentar-se pelo simples processo de abrir a tampa da caixa e introduzir-lhes novas ideias. A segunda falácia, é que, todas as mentes são semelhantes e podem lucrar como o mesmo sistema de ensino." - Aldous Huxley, in "Sobre a Democracia e Outros Estudos" 

Ao invés de comprar um LP, uma fita, um CD, DVD, ou mesmo um Blu-Ray, é mais fácil baixar a música ou o filme direto da página da banda ou do filme. Ao invés de procurar um professor particular de francês aqui no Rio, eu posso ter aulas pelo Skype com um professor que mora em Paris. Posso também aprender a fazer comida italiana com um alemão que mora na China. Pela internet, posso comprar produtos ou serviços diretamente de quem cria e faz - um artesanato, um quadro, um livro... 

Esse encurtamento do caminho entre quem faz e quem consome tende a se intensificar. Os atravessadores estão desaparecendo já que os meios de produção e o caminho aos clientes estão sendo democratizados pela tecnologia. As maiores lojas de CD, Tower Records, Virgin Megastore, já se foram. A indústria dos jornais impressos tenta se reinventar. A indústria da publicidade já notou que é tempo de mudança - a propaganda está saindo da TV e indo para a internet e para as redes sociais; alguns textos de blogs já perguntam se a era da propaganda chegou ao fim; o divórcio entre anunciante e consumidor é tema de campanha publicitária da Microsoft.

Mas o que seria a web 3.0 e qual seria o seu impacto sobre a educação?

Eric Schmidt disse que, na web 3.0, os aplicativos funcionarão em conjunto, os dados estarão nas nuvens (clouds), acessados através de computadores, celulares e TVs e todos os programas serão rápidos, customizáveis e disseminados como virais (por redes sociais, emails, ...).

Na educação, Steve Wheeler defende que:
- O auto-didatismo estará em alta, diminuindo a importância e influência de escolas e universidades;
- Graças à tecnologia e aos aparelhos móveis, as pessoas estarão conectadas a redes sociais em tempo integral, o que significa que poderão pensar coletivamente e consultar especialistas antes de optar ou opinar;
- O processo de aprendizagem verdadeiramente colaborativo será possível em todos os contextos, com o auxílio de blogs, wikis, redes e novas funções, como RT, DM e # do Twitter;
- A visualização 3D e versões multi-toque serão mais disponíveis.

Ulrich Schrader respondeu ao texto do Steve dizendo que acredita que isso possa ocorrer, mas não se sabe se as pessoas estarão aptas a, ou desejarão utilizar essas novas ferramentas.  Ulrich acha que haverá mais uma divisão entre aqueles que querem colaborar e utilizar a tecnologia móvel, etc, pra aprender, e aqueles que consideram que aprender é um trabalho árduo que interfere com seu tempo de lazer. A web 3.0 necessitará de um novo tipo de postura mental, no qual as pessoas são curiosas, querem aprender, colaborar e mudar e apreciam o pensamento individual. Essa postura mental deverá ser desenvolvida pelas escolas, pelos pais e pela sociedade, mas Ulrich acha que é uma tarefa bem complicada. Em outras palavras, enquanto poucos estarão utilizando a web 3.0 (talvez 10%), a maioria da população ainda estará com a 1.0.

Manish Malik também respondeu o texto de Steve. Manish acha que o uso educacional da web 3.0 possibilitará aos alunos ler/escrever/colaborar e ter as informações apresentadas de uma forma mais significativa. Os alunos poderão personalizar (customizar) as informações para que elas sejam mais apropriadas aos seus interesses - a web será utilizada para customizar as informações em estilos de aprendizagem diferentes.

Um resumo de tudo isso seria: através da web semântica, o processo de aprendência acontecerá de forma colaborativa para a customização da informação de acordo com a necessidade ou estilo de cada indivíduo. No entanto, isso dependerá da vontade e preparo daqueles que mandam e usam os sistemas educacionais.

Há evidências de que caso essa seja de fato a realidade no futuro, os alunos aprenderão muito mais rapidamente. Essas evidências têm sido apresentadas principalmente pela teoria da"collaboration curve" - curva da colaboração. Esse artigo, da The Edurati, dá uma explicação breve. Os autores dessa teoria explicam, primeiro, como uma máquina de fax sozinha é quase inútil. O valor dela cresce bastante à medida que mais máquinas de fax são acrescidas à rede. Os teóricos sugerem, então, que se as máquinas "melhoraram suas performances" quando mais unidades são acrescidas à rede, isso não resultaria somente em um efeito melhor de performance em um primeiro nível, mas também traria um segundo efeito amplificador. "Os saltos em performance descrevem a forma e o poder da curva colaborativa ... e explicam porque todos nós trabalhamos, jogamos ou aprendemos melhor quando estamos em grupo."

Traduzindo isso para o contexto educacional: se um aluno sozinho aprende de acordo com um certo estilo e em uma certa velocidade, sua performance melhorará a cada novo aluno que fizer parte de "sua rede de trabalho", o que não só aumentará a performance da rede coletivamente, mas também a performance do aluno individualmente. Essa teoria parece suportar a tese de cocerebralização que o professor Antônio Carlos explicou no texto passado. Será???

Para fechar o assunto (e esse texto, que já está grande demais), deixo-lhes uma última evidência. Na semana passada, a KnowledgeWorks Foundation publicou sua segunda previsão para o futuro, 2020 Forecast: Creating the Future of Learning (Previsão para 2020: A Criação do Futuro da Aprendizagem). A previsão enfatiza o quanto nós estamos mudando em direção a uma cultura mais criativa em que cada um tem a oportunidade (e a responsabilidade) de moldar um futuro coletivo. Estamos testemunhando a re-criação da esfera pública, da manufatura e da produção. Os novos criadores demonstram a importância da cooperação e da inteligência cros-cultural para a cidadania e para a economia. Será que Marx chegou a pensar que isso aconteceria?

Notícias relacionadas:

- New York Times: Como as escolas de jornalismo estão tentando se reinventar (ing)
- Wired: Ter Adobe Flash na sua TV é ter controle total do que você vai assistir (como o Hulu) (ing)
- Wired: Telepatia via Twitter e como as pessoas que não podem se mover serão beneficiadas pela tecnologia (ing)
 

23 Novembro 2011

Amigos e professores amigos no facebook?

Há alguns dias estava refletindo sobre a relação que se estabelece através da redes socais, especificamente o facebook. Observei que alguns amigos professores universitários mantém contatos com seus alunos a partir do face. E essa atitude chamou minha atenção.

A questão colocada na matéria da Carta Capital é bastante instigante. Claro está que, o professor pode utilizar a ferramenta para incentivar os alunos na sala de aula; mas essa não é a questão. O problema é: como administrar, por exemplo, quando uma aluna apaixonada por seu professor-orientador, compreende que naquele espaço não cabe interferir em algo que tenha um link com a vida pessoal do professor? O professor, por sua vez, também tem que ter a clareza que, se o seu facebook é para discutir questões acadêmicas, não cabe postar fotos pessoais, ou comentários de sua vida afetiva, de suas pretendentes, ou algo que o valha. 
Outra questão, também abordada na matéria, é que os educadores têm que saber utilizar a ferramenta. Ou seja, tem que buscar aprender a manusear a ferramenta para não se expor, muito menos expor seus alunos (as) a alguma situação delicada. 

Portanto, meus caro e minhas caras, vamos fazer uma escolha de que maneira queremos estar inseridos na rede (pois para mim é uma opção sim!) e depois vamos aprender a utilizá-la a fim de que o nosso objetivo que é ajudar os alunos em seu percusso acadêmico, seja da melhor forma bem sucedido.